| São Luís, . | ||
Data da publicação: 23/07/2010 |
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Delegado responsável pela investigação, Sebastião Uchoa, revelou que quatro pessoas foram identificadas pelo banco de dados da polícia.
Michel Sousa
Depois da morte de Marco Aurélio Paixão Silva, de 36 anos, o “Matosão”, executado no começo da manhã de quarta-feira (21) com mais de dez tiros dentro da residência onde morava, na Vila Ivar Saldanha, a polícia já começa a montar o quebra-cabeça que ajudará na elucidação do caso.
O delegado responsável pelo comando da Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC), Sebastião Uchoa, falou com O Imparcial Online sobre as novidades do caso. Em relação à linha de investigação, o delegado falou não descartar nenhuma possibilidade em decorrência do histórico da vítima, que segundo Uchoa, possuía muitos inimigos, dentro e fora do presídio. “A vítima era viciada em crack, possuía inimigos dentro do presídio e muitos outros fora dele”, declarou Uchoa.
O superintendente disse também que a prioridade da investigação é identificar, prender e consequentemente descobrir os mandantes da execução. Cinco pessoas já foram ouvidas e outras deverão ser chamadas para prestarem esclarecimentos sobre o caso. Nos depoimentos que foram tomados as testemunhas fizeram um retrato falado dos acusados da execução e também de outras pessoas que foram à procura de Matosão uma semana antes do crime. “Fizemos o retrato falado e comparamos com o nosso banco de dados para identificar e prender os envolvidos nesse crime bárbaro. Alguns já foram identificados, agora só falta localizá-los e prendê-los. O caso será resolvido tão logo consigamos colocar as mãos em um destes envolvidos”, afirmou o superintendente.
Nossa reportagem procurou o secretario adjunto de sistema prisional Carlos James, para falar sobre o assunto, mas foi informada que o mesmo estava em uma reunião com o secretario de segurança pública do Maranhão, Aloísio Mendes.
Durante a manhã desta sexta-feira, três equipes formadas por policiais da SPCC estavam nas ruas em busca de informações que levassem a localização do paradeiro de dois suspeitos, mas até o fechamento desta edição ninguém havia sido encontrado ou preso.
Proteção à testemunha
Dois dias depois da execução de Matosão, a esposa dele, Ângela Almeida, aceitou falar com exclusividade ao O Imparcial Online sobre o caso. A respeito das investigações, Ângela disse estar confiante no trabalho realizado pela SPCC. “Infelizmente as coisas precisaram acontecer para alguém fazer algo, mas acredito que o delegado Uchoa vai resolver este mistério e levar os criminosos a Justiça. A investigação segue a todo vapor”, declarou.
Ângela contou que teme pela própria segurança já que até agora não sabe ao certo quem assassinou Matosão e os reais motivos do crime. Ela segue no programa de proteção a testemunha e afirmou não querer mais contato nenhum com a imprensa para não se expor e acabar ficando em uma situação de risco. “Não tenho celular, telefone fixo e não posso dizer onde estou abrigada. Quero ficar um pouco em paz longe da imprensa. No fim disso tudo vou olhar os criminosos na cadeia”, desabafou.
O Imparcial
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