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Rebelião e tiroteio na CCPJ do Anil


Data da publicação: 17/10/2007
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São Luís (MA) - quarta-feira, 17 de outubro de 2007 
Polícia  17/10/2007
 

Rebelião e tiroteio na CCPJ do Anil
Presos rebelados fazem familiares reféns e trocam tiros com a policia; dois agentes e dois detentos foram baleados


A festa em homenagem ao Dia das Crianças realizada para os filhos dos detentos do pavilhão interno da Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ), do Anil, culminou em uma tentativa de fuga frustrada e uma rebelião ainda não encerrada, até o fechamento desta edição. Dois detentos e dois funcionários da unidade prisional foram feridos a tiros. A rebelião teve início às 13h30, logo depois da tentativa de fuga.

Os detentos do pavilhão interno, 75 no total, estavam na área de banho de sol recebendo a visita rotineira das crianças, que comumente acontece das 9h às 10h, e que ontem foi estendida até as 16h, para que fosse comemorado o Dia das Crianças. Por volta das 12h30, o detento Bruno Monteiro da Silva mandou sua companheira, Charlene Ribeiro, ir embora com seu filho de dois anos. Ela disse ter pensado que ele estava esperando outra pessoa e saiu. Quando estava na parada de ônibus, ela ouviu os tiros dentro do presídio.

Bruno Monteiro, que é de Presidente Dutra e está na CCPJ do Anil há três anos, tentou comandar uma fuga em massa. Ele, de arma em punho, tentou render o agente penitenciário Edílson Pereira Santos, que reagiu e foi baleado no braço. O detento atirou e atingiu a cabeça da auxiliar de enfermagem Mônica Albino Pereira, dando início ao tiroteio. Dois detentos, Evandro Carvalho Silva e Adão Oliveira Silva da Conceição, também foram baleados.

Como o plano de fuga não teve êxito, já que não conseguiram fazer reféns entre os agentes, os detentos correram, com seus familiares, em direção ao pavilhão interno e lá se amotinaram. Os familiares, 90% crianças, passaram de visitantes a reféns, ou pseudo-reféns, como explicou o superintendente-adjunto do sistema penitenciário, Sindonis da Cruz, por se tratar de parentes.

Alcione de Jesus, que se encontrava com seu filho na CCPJ, foi liberada no início da rebelião por um detento, já que ela não se encontrava entre os familiares detidos. Ela acalentava seu filho fora do pavilhão, quando estourou o motim.

Todo o aparato da Polícia Militar foi acionado e encaminhado ao local. Os amotinados inicialmente disseram ter em seu poder duas armas, mas no fim da tarde alegaram ter apenas uma, mas não disseram como esta entrou na carceragem. Aos agentes penitenciários que iniciaram a negociação para libertação dos visitantes, os rebelados disseram que queriam apenas a garantia da integridade física - pois estavam temerosos, já que haviam ferido funcionários da casa - e que nenhum deles fosse transferido.


Impasse

Quando parecia que a situação já estava sob controle, por volta das 16h30 tudo voltou à estaca zero, pois o negociador da Polícia Militar, major Vaz, chegou ao local e a negociação foi reiniciada somente às 17h, depois da chegada do Batalhão de Missões Especiais (BME).

Os amotinados voltaram a fazer exigências de segurança de vida e não transferências, mas se recusavam a entregar a arma que estava com eles. Diante do impasse, a negociação se estendeu pela noite e, por volta de 20h, a água e a luz do pavilhão foram desligadas, no intuito de que a pressão psicológica fizesse com que liberassem seus próprios familiares.

Até o fechamento desta edição, porém, os rebelados não pareciam ter se sensibilizado com a situação a que estavam submetidos seus filhos. No interior do pavilhão estavam crianças de várias idades, inclusive bebês de colo. Havia a informação de que uma criança de cinco meses permanecia no local com a mãe e outros dois irmãos, de cinco e dois anos. Familiares se amontoaram diante da CCPJ em busca de informações, mas o impasse permaneceu durante toda a noite e madrugada.

O agente penitenciário Edílson Santos foi ferido sem gravidade no braço e a auxiliar de enfermagem Monica Albino, atingida superficialmente na cabeça.


Transferências

Sindonis Cruz ressaltou que a transferência de detentos é ponto pacífico. “Não há negociação para isso. O caso foi muito grave e eles feriram dois funcionários da casa. Para a própria integridade física deles, serão transferidos”, informou.

A transferência temporária de presos da CCPJ do Anil para Pedrinhas já estava prevista, devido à necessidade de reformas naquela unidade, que foi danificada durante rebeliões ocorridas durante a greve dos policiais civis. Charlene Ribeiro, companheira de Bruno Monteiro, que tentou fazer o agente penitenciário de refém, contou que semana passada seu companheiro comentou que ia ser transferido e pediu que ela falasse com o diretor da unidade para que isso não acontecesse.

Ele acreditava, por boatos internos, que seria mandado para outro estado, a exemplo de outros seis presos de alta periculosidade que foram transferidos para Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Bruno Monteiro teria dito que a transferência iria acontecer terça-feira, depois da visita das crianças, e este teria sido o motivo da tentativa de fuga em massa do pavilhão interno da CCPJ do Anil.

Os demais detentos do pavilhão externo permaneciam trancados nas celas, sem esboçar qualquer reação ao motim que acontecia no pavilhão interno. A CCPJ do Anil abriga 192 presos.

Já no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, os detentos Francisco de Assis Sousa Costa, Francisco Nascimento Conceição, João Batista Pinto Pereira e Marcio Antônio Cordeiro Lisboa fugiram durante a madrugada de ontem, por uma escada de cordas.

 Fonte: O Estado do Maranhão
 




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